Cores, Tecidos e a Poesia da Vida no Baixo Jequitinhonha
de Gildásio Jardim
Nascido nas raízes de Joaíma, no Baixo Jequitinhonha, Gildásio Jardim traz consigo a essência da cultura rural brasileira. Crescendo entre agricultores, vaqueiros e peões, sua infância foi moldada pelas paisagens e personagens do campo. Desde os primeiros traços autodidatas, Gildásio revelou sua vocação artística, transformando as estradas de terra após a chuva em suas primeiras telas imaginárias.
A mudança para Padre Paraíso aos 9 anos marcou o início de uma trajetória que combinaria a vida rural com uma busca incessante por conhecimento. Trabalhando desde os 13 anos em um bar, Gildásio dedicava os momentos de tranquilidade à leitura, devorando cerca de 110 obras que alimentaram sua mente ávida por arte.
A fome por expressão artística levou Gildásio a experimentar com pintura, construindo suas próprias telas e tintas de forma engenhosa, diante das limitações financeiras. Esse espírito empreendedor e criativo moldou a singularidade de sua obra, tornando-se uma característica marcante.
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A revolução artística de Gildásio ganhou vida quando ele incorporou chita, tecido rico em cores e estampas, em suas telas. Cada pedaço de tecido não é apenas uma escolha estética, mas uma lembrança vívida das vestimentas da comunidade que carrega desde a infância. As estampas das roupas tornam-se parte integrante de suas criações, fundindo-se com os personagens e vivências da cultura popular.
Gildásio busca retratar não apenas a estética das vestimentas, mas também a essência da alegria e simplicidade presentes na chita. Suas obras são um testemunho da afetividade e identidade da sua gente, transformando a pobreza em riqueza visual.
Ao tecer suas narrativas visuais, Gildásio Jardim transcende as fronteiras convencionais da arte, oferecendo uma perspectiva inovadora e inspiradora no cenário artístico contemporâneo. Sua obra não é apenas um reflexo da cultura rural brasileira, mas uma celebração vibrante e poética da vida no Baixo Jequitinhonha.
"Queria retratar as vestimentas que tenho como referência de infância, sendo a chita com bolinhas e florezinhas que as mulheres vestiam, e as chitas com xadrez que eram as camisas dos homens. Uma lembrança bonita, que me remete a alegria e a simplicidade da minha gente, que tem como principal característica a afetividade". Gidásio Jardim
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Gildásio Jardim